Guardas Municipais do Crato marcham por melhores condições de trabalho

Na manhã desta segunda-feira (23/12), trabalhadores da Guarda Municipal, acompanhados pela direção do Sindicato dos Servidores Municipais do Crato (SINDSMCRATO), realizaram uma caminhada pelo centro da cidade do Crato.


O objetivo do ato é pressionar a administração municipal para o atendimento das demandas dos trabalhadores da Guarda, que reivindicam a criação da Secretaria de Segurança Pública e Cidadania conforme orientações do Ministério da Justiça, a regulamentação da jornada de trabalho, o atendimento das demandas do Plano de Cargos e Carreiras e Salários, utilização do índice de inflação para o caçulo do reajuste salarial e enquadramento funcional, a valorização profissional com capacitação educacional continuada em parceria com outros órgãos de segurança pública do Estado, renovação de equipamentos de segurança, especialmente em situações de periculosidade e, finalmente, a instituição de Código de Ética da Guarda Municipal.


Os manifestantes foram recepcionados na frente do Palácio Alexandre Arraes, sede da prefeitura, pelo prefeito do Crato, Samuel Araripe, e parte do secretariado, que acompanharam a leitura da pauta de reivindicações, elaborada no último encontro geral da Guarda, realizado no último dia 17 de janeiro de 2012, no Auditório da RFFSA.


Depois de ouvir as reivindicações, o prefeito fez uso da palavra, assegurando a manutenção da linha de diálogo e propôs a abertura de uma mesa de negociações permanente junto à comissão dos guardas, para se discutir os itens reivindicados pelo movimento, a fim de evitar uma possível paralisação dos mesmos. Por fim, Samuel Araripe ressaltou a importância do trabalho executado pela corporação.


O presidente SINDSMCRATO, Junior Matos, destaca, entre as reivindicações, que a proposta de criação da Secretaria de Segurança Pública e Cidadania, como está hoje no Projeto de Lei elaborado pela Prefeitura e encaminhado para votação na Câmara Municipal, não atende aos desejos dos trabalhadores, pois prevê a criação apenas de uma guarda patrimonial, não oferecendo organograma de cargos e possibilidades de ascensão funcional entre os guardas. “O projeto não estrutura a guarda como pede o Ministério da Justiça, assim estaremos tendo apenas vigilantes de prédios e não homens de segurança pública, como deseja a categoria”, afirma.

Assessoria de Comunicação – FETAMCE

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Fonte: Fetamce

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