Tratamento de saúde de professores readaptados depende da regência


Professoras Maria Elieser, Márcia Passos e Aurinete Oliveira relatam suas histórias em programa de rádio


O tempo lecionando em classe é passado. Afastados das salas de aula por problemas de saúde, professores são readaptados e passam a exercer outras funções no quadro da educação municipal, recebendo, então, regência de classe, uma gratificação para o tratamento de suas saúdes. Em Juazeiro, esses valores referem-se a 40% do salário para os professores que trabalham 100 horas por mês, e 80% aos que trabalham 200 horas mensais. O dinheiro é essencial para as despesas destes servidores com suas saúdes.


O caso de Maria Elisier Esteves confirma essa conclusão. Professora há 28 anos, ela foi readaptada em 2009. O pó de giz ocasionou nódulos nas pregas vocais, impediu o movimento delas, fazendo-a perder a voz. Com o tratamento, ela voltou a falar, mas com dificuldades, sentindo falta de ar. Desde sua readaptação, ela vem despendendo dinheiro em tratamento. “Preciso da regência de classe para gastar com remédios e médicos. Pago plano de saúde. Os gastos com minha saúde chegam a R$ 782 por mês”, dimensiona.


Aurinete Maria Oliveira tem caso parecido. Professora efetiva há seis anos, no final de 2009, ela foi diagnosticada com distrofia macular, problema que a faz perder gradativamente a visão. Hoje, ela conta com 5% de visão do olho esquerdo e 20% do direito. Em 2011, foi readaptada e estava pleiteando aposentadoria por invalidez. Segundo ela, suas consultas são particulares e custam R$ 220 reais cada uma. Seu caso, contudo, não permite uma programação mensal para consultas. “Essa semana eu precisei ir porque a pressão do meu olho subiu muito. Não é algo regular, é quando se faz necessário, preciso ir a médico”, disse.


Vítima de doença que lhe ocasionou problemas de surdez, Márcia Passos se readaptou em 2007. Já realizou duas cirurgias, sem resultados. Ela diz que o dinheiro da regência é utilizado para pagar o seu plano de saúde e para comprar manutenção de prótese auditiva, toda semana, para comunicar-se com os alunos. Desde sua readaptação, ela trabalha na biblioteca de uma escola municipal. “Mesmo fora de sala de aula, trabalhamos com aluno para emprestar livros ou fazer projetos”, disse.


 


Fonte: Fetamce

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