Servidores municipais lançam campanha salarial 2015 cobrando mais direitos


“Eu quero mais direitos” é o tema da campanha salarial nacional unificada 2015 dos servidores municipais, lançada na última terça-feira (02/12) em ato realizado em Brasília, que reunião trabalhadores públicos de todo o Brasil. A presidenta da Fetamce, Enedina Soares, e a presidenta do Sindsep Caucaia, Maria Santos, representaram o Ceará na atividade.


A campanha chama atenção de servidores e da sociedade para a onda conservadora que tomou o país desde as jornadas de junho de 2013 e que se intensificaram nas eleições presidenciais de 2014. Conforme Vilani Oliveira, presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (CONFETAM), que lidera a iniciativa, “é necessário que, em um momento que os direitos dos trabalhadores são caçados no Congresso e agredidos pelos gestores, todos se permitam a serem protagonistas da luta sindical, realizando o enfretamento direto, cobrando a manutenção e ampliação dos direitos”, enfatiza.


Pauta


A pauta dos servidores municipais inclui temas diretamente relacionados às demandas da categoria, mas também demandas dos movimentos sociais, como a Reforma Política e democratização dos meios de comunicação. Os militantes chamam a atenção para a necessidade do rompimento com os valores que caracterizam as gestões das cidades, sempre associadas a muito amadorismo, clientelismo, cooptação e corrupção. “Propomos a renovação das lutas”, explica Vilani.


A campanha cobra a criação de mecanismos de justiça fiscal; a participação dos trabalhadores públicos na discussão orçamentária local; reajuste salarial com ganho real para todos; fim da terceirização para atividades fins; instituição de pisos salariais – sobretudo o cumprimento dos pisos regulamentados de professores, agentes de saúde e agentes de endemias; planos de cargos e carreiras; regulamentação da negociação coletiva – com a ratificação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) nas cidades; concurso público; fim do fator previdenciário; e igualdade de oportunidades para mulheres, negros/as, jovens e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).


Fonte: Fetamce

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