Servidores de Baturité ocupam Secretaria de Finanças em busca de salários atrasados


Servidores de Baturité seguem ocupando a sede da Secretaria de Finanças do município. A prefeitura não realizou o pagamento de outubro dos trabalhadores e informou aos participantes do movimento que pretende pagar somente os proventos de outubro e o décimo terceiro salário, deixando de lado os salários de novembro e dezembro. Só receberam a remuneração os funcionários da educação.


 


Nesta quarta-feira, 23, a presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, esteve no local. A dirigente colocou a estrutura da Federação à disposição do Sindicato de Servidores de Baturité e informou que acionará os órgãos de controle e fiscalização para tomarem medidas contra a atual gestão da cidade.


 


O município, que passa por um processo de desmonte, também recebeu visita do Tribunal de Contas do Municípios (TCM). A equipe de trabalho do TCM, com a parceria de promotores de Justiça do Ministério Público Estadual (MPCE), busca levantar informações sobre diversos aspectos das administrações, inclusive sobre procedimentos adotados para possibilitar a continuidade dos serviços públicos.


 


O Sindicato informa que a ocupação da sede das Finanças é estratégica, tendo em vista evitar que o Executivo pague a fornecedores e deixe de lado, como vem autoritariamente anunciando, os trabalhadores. Os servidores buscam bloquear as contas da prefeitura para atender a liquidação dos salários de outubro, novembro, dezembro e décimo terceiro, sem nenhum prejuízo. Em gestões passadas, muitas cidades não honraram salários de servidores dos meses finais do ano, justamente pelos gestores incorrerem em ações de desmonte.


 


O movimento está bastante acirrado, com pressão policial constante e tentativas de intimidação.


 


“Estamos juntos aos servidores de Baturité, que resistem ao desmonte dos direitos e exigem pagamento imediato. A nossa luta é para que sejam prioridade nos pagamentos os trabalhadores e não os fornecedores”, disse Enedina Soares, presidente da Fetamce.


Fonte: Fetamce

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