FETAMCE e CUT-CE participam da Rio+20

A Federação dos Trabalhadores no Serviços Público Municipal do Estado do Ceará (FETAMCE) e a Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT-CE) estarão na Convenção das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.


Maria Ozaneide de Paula e Carmem Santiago, respectivamente secretária geral da FETAMCE/Secretaria da Mulher Trabalhadora CUT-CE e diretora executiva da FETAMCE/Secretaria de Administração e Finanças da CUT-CE, participarão como observadores, acompanhando as principais discussões. Além disso, a CUT promoverá discussões paralelas, relacionadas à participação dos trabalhadores nos debates ambientais, tema que possui uma estreita relação com a Rio+20, em seu conceito de desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza.

Rio+20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

 

A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.

 

O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.


A Conferência terá dois temas principais:

1.    A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e

2.    A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

Cúpula dos Povos

As entidades também participarão do evento autônomo e plural paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental.


O evento produz a crítica aos encaminhamentos desde a Rio92, que deveria ter desaguado no início da reversão das situações de miséria, injustiça social e degradação ambiental frustrou boa parte das esperanças depositadas nesse processo.


O movimento acredita que, julgando pela ação dos atores hegemônicos do sistema internacional e pela mediocridade dos acordos internacionais negociados nos últimos anos, são falsas as soluções e a negligência de princípios já acordados na Rio92.


A Cúpula dos Povos, portanto, acredita que deve-se organizar a construção de um novo paradigma de organização social, econômica e política que – partindo das experiências de lutas reais destes setores e da constatação de que já existem condições materiais e tecnológicas para que novas formas de produção, consumo e organização política sejam estabelecidas – potencializem sua atuação.

O que a CUT defende?

A Central Única dos Trabalhadores acredita que um modelo de desenvolvimento sustentável só é legítimo se ouvir e levar em conta o que os trabalhadores têm a dizer:


a) estabelecer uma meta para duplicar o número de empregos verdes e decentes até 2020, fazendo com que metade dos empregos do mundo sejam verdes. Considerando, que para ser verde, o trabalho precisa, além de respeitar o meio ambiente, ser decente: não pode ser degradante, como trabalho escravo, por exemplo, não pode promover desigualdade entre gêneros e raças, deve estar centrado na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores;


b) um sistema de proteção social com garantias de acesso universal em todo mundo à saúde pública e de qualidade, à previdência. É necessário reconhecer o papel sustentável que os sistemas de proteção social desempenham na redução da vulnerabilidade das pessoas;


c) a taxação sobre transações financeiras: para que os países mais pobres possam implementar as mudanças e para financiar o processo de requalificação de trabalhadores que deixarão atividades agressivas ao meio ambiente. Trocaremos parte dos lucros de quem ganha sem gerar empregos por recursos que financiarão um modelo sustentável de desenvolvimento.


E, claro, com metas claras e punições para quem não cumprir os acordos.


Para saber mais, visite o portal da CUT (www.cut.org.br).

Com informações da CUT, Rio+20 e Cúpula dos Povos


Assessoria de Comunicação – FETAMCE

Fonte: Fetamce

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