13º Congresso da CUT Ceará começa nesta quinta-feira (18/6)


Com o tema “Educação, Trabalho e Democracia”, começa nesta quinta-feira (18/6) o 13º Congresso Estadual da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (Cecut), no Hotel Parque das Fontes, em Beberibe-CE. Durante o evento, que segue até o sábado (20), será apresentado o balanço político-organizativo da CUT-CE referente à gestão 2012-2015 e também será eleita a diretoria que comandará a Central no próximo quadriênio. O 13º Cecut será aberto oficialmente às 19 horas, com palestra magna do economista e professor José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras. Também estarão presentes Carmen Foro e Maria Godói, respectivamente vice-presidenta e secretária adjunta da CUT Nacional.


A palestra de Sérgio Gabrielli – que avaliará a conjuntura política nacional – será aberta ao público e o restante do evento, fechado a cerca de 500 delegados e delegadas de todos os sindicatos filiados à CUT-CE, representando 14 ramos de atividade econômica. A gestão da CUT-CE 2012-2015 concluiu seu mandato tendo à frente Joana Almeida, oriunda de sindicatos rurais, tendo sido a mais jovem entre os presidentes das 27 centrais estaduais.


O balanço político-organizativo será apresentado pelo secretário geral da atual gestão, Helder Nogueira, sob a perspectiva de um importante legado para a classe trabalhadora no Ceará a partir de três dimensões estruturais: um ambicioso projeto político de formação pautado pela atuação junto aos dirigentes sindicais e na ampliação do diálogo com a sociedade; o fortalecimento da interiorização da CUT-CE a partir da construção de uma agenda de lutas com abrangência em todas as regiões do Estado; e a definição do processo de construção com os movimentos sociais de uma frente popular e democrática articulada nacionalmente com foco imediato na defesa da reforma política pela via de uma Constituinte Exclusiva do Sistema Político.


Unidade com movimentos sociais


As três dimensões essenciais da atuação da CUT-CE no período de 2012 a 2015 foram a base para a manutenção de uma arquitetura política alicerçada em 297 entidades sindicais filiadas à Central no Estado e a definição de uma referência social e política com algumas dezenas de movimentos sociais. Entre eles, destacam-se: Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST) e Movimento Organizado dos Trabalhadores/as Urbanos (Motu).


A Central e os movimentos somaram forças, inclusive, em importantes e decisivas atividades de rua em 2015, a exemplo de: 13 de março, 7 de abril, 15 de abril e 29 de maio, além do histórico 1º de maio, que reuniu mais de 6 mil pessoas nas ruas de Fortaleza.


Reforma política e Constituinte


A campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político suscitou uma série de atividades de formação e agitação política em todo o Estado, com participação ativa de centenas de sindicatos cutistas. Foram cursos, plenárias populares, seminários e mobilização para a coleta de votos do plebiscito popular.


A Central também dialogou periodicamente com a sociedade, através de artigos mensais de opinião formulados pela presidenta Joana Almeida para o jornal O POVO. Entre os anos de 2012 e 2015, os textos da presidência pautaram diversas vezes a reforma política como tema principal. Para o próximo quadriênio, a nova diretoria terá o desafio de manter a mobilização e consolidar a frente política popular e sindical em defesa da reforma política no Brasil. “Não devemos abrir mão de uma profunda reforma política que mude as regras do jogo eleitoral e que, ao mesmo tempo, aprofunde o poder popular”, enfatiza Joana Almeida.


Programação intensa


Entre os debatedores nas mesas-redondas, estão: Maria Godói, secretária nacional adjunta da CUT; Carmen Foro, vice-presidenta da CUT Nacional; Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT-MG; Airton Santos, coordenador nacional de Atendimento Técnico Sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese); Maria Frô, historiadora e educadora, ativista da educação para igualdade étnico-racial e blogueira; e Leidiano Farias, membro da Direção Nacional da Consulta Popular.


Fonte: Fetamce

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