Professores vão à Câmara Municipal e mantém a greve em Barbalha

Por ocasião da reunião ordinária da Câmara Municipal de Barbalha à noite de segunda-feira (19), os professores da rede de ensino público municipal de Barbalha voltaram às galerias da Casa Legislativa, com o pedido de uso da Tribuna Popular, para explanar as decisões tomadas no período da manhã em assembleia da categoria no salão paroquial.


A líder sindical, Jaqueline Filgueira de Sá, representante dos professores da rede de ensino público municipal de Barbalha, usou a Tribuna Popular, prestando aos vereadores explicações e informando do posicionamento dos profissionais do magistério, que em assembleia realizada no período da manhã, decidiram em não respeitar a decisão do Tribunal de Justiça, que com base na defesa do município, determinou a suspensão da greve e multa a cada professor no valor de R$ 1.000,00 por dia, disse ela, que tem muitos professores que não ganham R$ 1.000,00 por mês, como vai pagar R$ 1.000,00 de multa por dia? Questionou.


Jaqueline, disse, “A decisão tomada pela categoria foi de manter a greve, em razão de que o Tribunal de Justiça não tem competência de julgar a greve, a competência é da Justiça do Trabalho”, disse ainda, “muitas das informações do município de Barbalha repassadas ao Tribunal de Justiça, são inverídicas, por exemplo, o município não paga o que diz, o piso e mais os 40% a que o professor tem direito.


A líder sindical informou que Zé Leite e Isabel Cristina, prefeito e a senhora secretária de educação, respectivamente, se comprometeram em não mandar a Câmara Municipal, o Projeto de que trata o PCCS que venha contrariar a categoria, porém, nós novamente pedimos aos vereadores, que não aprovem este projeto que vem da prefeitura, sem antes dialogar com o Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais e com os próprios professores.


Jaqueline, também informou ainda que, a reunião de representantes da categoria com o representante do município, reunião essa aberta pela própria posição da municipalidade, com a participação também de vereadores, muito se falou de lei e o representante do município não deixou nada claro sobre a posição da prefeitura em pagar o que tem direito e estamos reivindicando que está na lei federal sobre o piso e mais os 40% de referência.


Depois de todas as explicações da líder sindical, Jaqueline, veio então o posicionamento dos vereadores, com aparte de Rildo Teles, Ernandes Garcia, Sandoval Barreto, Flávio Cruz e Gurgel Correia, todos se comprometendo e reiterando o compromisso de só colocarem o PCCS em apreciação no plenário mediante ouvir o Sindicato da Categoria e a Comissão representativa dos professores.
Fonte: Fetamce

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