Direitos e cidadania LGBT pautam encontro com servidores da Região do Jaguaribe


Direitos e principalmente a cidadania LGBT (lébicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) foram discutidos em Morada Nova, nesta terça-feira (25/11) no Seminário Estadual de Combate a Homofobia, atividade da campanha “Serviço Público de Todas as Cores – Construindo a igualdade de oportunidades através do combate à homofobia, ao racismo e à violência contra a mulher”, liderada pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce).


Para palestrar no evento, foram convidados o secretário LGBT da Confederação dos Trabalhadores na Administração Publica Municipal (Confetam), Eurian Leite, e o presidente da GALOSN, Edglei. No debate, As violações dos direitos humanos relacionadas à orientação sexual e identidade de gênero, que vitimizam fundamentalmente a população homossexual.


“É inadmissível para um LGBT viver em um país onde a sua forma de amar, de expressar a sua sexualidade, possa representar o seu maior risco de vida. Mas, infelizmente essa é uma verdade vivida dramaticamente por aqueles que ousam expressar a sua sexualidade no Brasil”, disse Eurian Leite, tratando da importância da aprovação do Projeto de Lei 5003/01, que criminaliza a homofobia. Atualmente, a proposta está no Senado (PLC 122/06), onde tramita em conjunto com a Reforma do Código Penal (PLS 236/12).


“A população LGBT no Brasil vem sofrendo ataques violentos sejam nas ruas, no seu ir e vir, seja nas instituições publicas ou privadas, onde o tratamento preconceituoso para com ‘os diferentes’ é respaldado pela ausência de punições”, continuou o secretário LGBT da Confetam.


Já Edglei, falou sobre a força das bancadas religiosas no parlamento, exemplificada no veto à cartilha sobre orientação sexual e subsequente recuo do governo federal no tocante ao assunto, bem como na aprovação do “Dia do Orgulho Hétero” na capital paulista, é um fato político que sugere a urgência do debate sobre o Estado laico e de sua defesa. “O ataque aos direitos reprodutivos das mulheres e ao casamento gay estão na ordem do dia dos grupos religiosos, o que exige uma resposta firme do movimento de direitos humanos”, completou o representante da GALOSN.


Ambos os discursantes chamaram a atenção para a necessidade de mais envolvimento dos movimentos sociais, tendo em vista ganhar a sociedade com mais força para o debate. “As forças progressistas têm uma grande oportunidade de se diferenciar, mais uma vez, de seus antecessores e assumir, de fato, pautas como o casamento igualitário e a criminalização da homofobia”, finalizou Eurian.


Fonte: Fetamce

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