Secretário de Organização da CUT Nacional defende: dirigente sindical precisa de formação política e vínculo com a categoria

O mundo do trabalho está mais complexo e os sindicalistas precisam acompanhar as mudanças. Na disputa com as novas formas de exploração, e frente a concorrência com outras centrais sindicais, o dirigente cutista precisa de formação política e enraizamento com a base. As idéias foram defendidas pelo Secretário de Organização Sindical da CUT Nacional, Jacy Afonfo, no último dia 05 de agosto, em Fortaleza. Ele integrou o segundo dia de atividades do Seminário Desafios da Concepção e Projeto Político da CUT, realizado de 04 a 05 de agosto, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU).


Para um auditório lotado de lideranças sindicais cearenses, Jacy defendeu que a CUT precisa manter e ampliar a sua representação nos diversos ramos e municípios, não apenas centrada nas capitais, mas se espalhando pelo interior. “É isso que vai dar enraizamento, vai fazer com que a central sindical tenha raízes profundas”, ressalta. Ele destacou que é fundamental o contato permanente com a base. “O dirigente sindical tem que estar nos locais de trabalho e saber o que ocorre com a categoria”, ressaltou.


Jacy lembrou que a CUT nasceu fruto da nova concepção sindical no Brasil. “Um sindicato classista, de base, democrático, autônomo em relação ao Estado, aos partidos políticos”, aponta. No entanto, o movimento sindical é diferente na atualidade se comparado com os primeiros anos de fundação da CUT. Novas centrais sindicais se organizaram, exigindo estratégias de fortalecimento da Central Única dos Trabalhadores. Atualmente, seis centrais sindicais são reconhecidas, sendo a CUT a maior em número de associados e representação.

Frente à nova realidade do sindicalismo brasileiro, Jacy indica que, no próximo ano, será realizada uma Plenária Nacional para atualizar a concepção e prática sindical do Estatuto da CUT. Segundo ele, as dificuldades que existiam no governo FHC e as facilidades no governo Lula exigem reflexão o fortalecimento dos sindicatos, federações, confederações filiados à CUT. “É preciso formação política, com base, consistência de organização sindical, com sindicatos cada vez mais fortes e representativos”.


Para Jacy, a CUT mantém-se atuante nas diversas lutas contemporâneas, tanto no enfrentamento com os patrões e governos, quanto com as outras centrais sindicais. “A CUT está preparada para essa disputa. É a Central Sindical que mais cresce no País porque é a melhor”.


Fonte: Fetamce

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