Fetamce participa da XIV Parada pela Diversidade Sexual


Foi aberta ontem (3) a XIV Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. No Teatro Sesc Emiliano Queiroz, em Fortaleza, representantes do poder público e de movimentos da sociedade civil organizada expuseram a relevância do evento e refletiram sobre fatos políticos relacionados aos direitos dos homossexuais. A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado do Estado Ceará (Fetamce), pela primeira vez, participa ativamente da mobilização.


Para este ano, a Parada traz como tema “LGBTs no armário nunca mais! União e conscientização na luta contra o fundamentalismo”. Segundo Francisco Pedrosa, presidente do Grupo Resistência Asa Branca (Grab), movimento organizador do evento, a escolha do tema foi uma resposta ao avanço do fundamentalismo no País.


“Especialmente nas Casas legislativas, prejudicando a aprovação de importantes projetos de lei, como o nº 122/2006, que criminaliza a homofobia”, responde. “O estado é laico e não pode ser influenciado pela religião”, complementa.


Mudanças


Para Pedrosa, o cenário social e de direito em que viviam os homossexuais do Estado mudou, de 1.999, ano da realização da primeira Parada, até hoje. “Avançamos muito em políticas públicas para homossexuais. Agora há possibilidade do casamento civil; há leis estadual e municipal de combate à intolerância relacionadas à diversidade sexual, e temos coordenadorias LGBTs nos órgãos”, afirma.


Laércio Teixeira, coordenador estadual de Política Pública para LGBT cofirma o avanço. Segundo ele, leis estaduais vêm buscando a equidade de direitos para os homossexuais.


“As leis que instituem o Dia Estadual do Orgulho Gay e Diversidade Sexual (28/6) e a última semana de junho como a Semana Estadual do Orgulho Gay são prova disso”, exemplifica. Além disso, ele continua, a resolução 437/2012 diz que a travesti pode usar o nome social dela nas instituições públicas de ensino do Estado.


Repartições municipais


A Fetamce luta para que os direitos dos homossexuais também sejam assegurados nas repartições públicas municipais, é o que garante a presidente da entidade, Enedina Soares. Segundo ela, uma das lutas que a Federação vai travar é para que travestis que trabalham no serviço público municipal possam ter o direito de usar o seu nome social no ambiente de trabalho.


Por essa luta que a organização lançou a campanha “#OrgulhoDeAmar”, desenvolvendo o tema “Consideramos justa toda a forma de amor”.


A Federação participa ainda do dia da Parada, no próximo domingo (7), a partir das 15h30min. Com um trio elétrico, a entidade irá distribuir kits com preservativos e material informativo.


Fonte: Fetamce

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