FETAMCE inicia I Jornada do Trabalho Decente com lançamento de agenda e debate

A abertura I Jornada do Trabalho Decente, promovida pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal no Estado do Ceará (FETAMCE) contou com a participação do coral do Sindicato dos Bancários e lançamento da agenda 2012 da Federação.


A mesa de abertura teve a participação da presidenta Enedina Soares, de Graça Costa, presidente da CONFETAM, de Reginaldo Aguiar, Diretor Regional do DIEESE, da deputada estadual Rachel Marques e do Dr. Antônio Lima, Procurador do Trabalho no Estado do Ceará.


Enedina saudou os presentes e reforçou o empenho da Federação de trabalhar em prol dos direitos dos trabalhadores organizados no serviço público do Ceará. Na seqüência, a presidenta lançou a agenda do ano de 2012. É a primeira agenda produzida pela Federação, que traz calendário de lutas dos servidores municipais.


A Deputada Rachel Marques destacou que é preciso tornar o trabalho decente universal, segundo ela é inadmissível a sobrevivência de problemas como o assédio moral no local de trabalho. “Trabalho decente é a nossa demanda principal”, comenta a deputada.


Dr. Antônio, procurador do trabalho, falou que “é momento de avançarmos nos direitos”, destacou. O Brasil vive um momento único e as conferências, assim como essa jornada, tem um papel importante na promoção da agenda do trabalho decente.


A mesa de abertura deu lugar à palestra magna “Trabalho decente para viver melhor”, que teve como convidados Lilian Arruda Marques, assessora da diretoria do DIEESE, José Ribeiro, Coordenador Nacional da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e Rosane Silva, Secretária Nacional de Mulheres da CUT.


O representante da OIT tratou das dimensões para a promoção do trabalho decente.  José Ribeiro falou das violações aos direitos dos trabalhadores no Brasil e da constante violação sofrida pelos mesmos, especialmente no campo do serviço público municipal. Destacou que o Ceará comporta sérios problemas, citando que “9,6 dos empregados domésticos, no Ceará, por exemplo, não têm carteira assinada”, completa.


A representante do DIEESE, Lílian Arruda Marques, falou que a geração de empregos é estratégia interna na promoção do trabalho decente. Explica que a Conferência do Trabalho Decente é a oportunidade de trabalhadores e trabalhadoras negociarem pautas específicas das relações de trabalho. Outro destaque é a oportunidade inédita de uma conferência do trabalho, tema que ficou órfão na recente “onda” de conferências promovidas pelo Governo Federal. “Medidas de contenção de crise são altamente conservadoras, pois paga-se a banco e mata de fome o povo”, comenta Lílian Arruda, ao falar do caso brasileiro em comparação às grandes nações mundiais no trato com a crise financeira. “A política econômica dos Estados Unidos não é a que queremos pro Brasil”, completa.


O segundo dia da I Jornada do Trabalho Decente debate “A saúde que queremos: plano de cargos e carreira e a qualidade dos serviços” e realiza ato em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º de dezembro).

Assessoria de Comunicação – FETAMCE
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Fonte: Fetamce

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