Congresso da ISP debate o futuro do trabalhado no serviço público

Foto: Divulgação/ISP

“O mercado de trabalho do futuro ainda não está formado, será o que fizermos”, disse o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, no painel sobre o futuro do trabalho em serviços públicos na manhã desta quarta-feira (01/10) no 30º Congresso Mundial da Internacional dos Serviços Públicos (ISP). “A tecnologia domina quase todos os debates e artigos sobre o futuro do mercado de trabalho, mas muitos outros fatores terão influência, como, por exemplo, os sindicatos”, afirmou. “A tecnologia não destruirá tantos empregos nos próximos 10 anos como o Lehman Brothers tem destruído nos últimos dez anos”.

Em tempo, a quebra do banco de investimentos Lehmann Brothers em 15 de setembro de 2008 foi o maior incidente de terrorismo financeiro na história dos EUA. Episódio foi o estopim para que fosse extorquido US$ 700 bilhões do governo estadunidense, para compensar as perdas de trilhões de dólares de investidores da bolsa de valores de Wall Street.

Karen Gregory, professora de Sociologia Digital da Universidade de Edimburgo, Reino Unido, assumiu que existe uma “Plataforma do Capitalismo”. “A tecnologia sempre altera a natureza do trabalho, muda a infra-estrutura. A tecnologia nunca é neutra, alguém possui uma agenda, mas também a tecnologia é trabalho”, conceituou.

A tecnologia foi um tema comum para vários especialistas. Serena Sorrentino, Secretária Geral, da Funzione Pubblica – CGIL, Itália, acrescentou que “novas tecnologias significam que os trabalhadores precisam ter mais habilidades profissionais. Isso dará maior força aos sindicatos”.

Marcelo Di Stefano, secretário de Relações Internacionais da Associação do Pessoal da Universidade de Buenos Aires, Argentina, disse: “A tecnologia pode ser um instrumento de progresso, por exemplo, em mudanças climáticas, educação universal ou saúde. Precisamos nos responsabilizar pela tecnologia e possuí-la”, acrescentou.

Karen Gregory concluiu dizendo que “a tecnologia continuará a mudar a natureza do trabalho, mas as pessoas, a política e a cultura são mais importantes”.

Tradução e Edição: Rafael Mesquita

Fonte: ISP

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