62 bilionários possuem riqueza equivalente à metade da população mundial


A revista “Forbes” disse que um seleto grupo de 62 bilionários, incluindo os brasileiros Jorge Paulo Lemann e Joseph Safra, tinha um patrimônio estimado em US$ 1,762 trilhão, em 2015. Os dados são fruto de um estudo da ONG Oxfam, segundo a qual essa é a riqueza que os 3,6 bilhões mais pobres do planeta dividiam no ano passado.


 


“O fosso entre a franja dos mais ricos e o resto da população (o planeta) aumentou de forma dramática nos últimos doze meses”, segundo um relatório da organização não-governamental (ONG) britânica Oxfam, intitulado “Uma economia a serviço de 1%”. No ano passado, a Oxfam estimava que isso acontecesse em 2016. “No entanto, aconteceu em 2015: um ano antes”, afirma.


 


O relatório foi apresetado no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que reuniu líderes políticos e responsáveis das empresas mais influentes do mundo. “Não podemos continuar a deixar que centenas de milhões de pessoas tenham fome, quando os recursos para os ajudar estão concentrados, ao mais alto nível, em tão poucas pessoas”, afirma Manon Aubry, diretora dos assuntos de justiça fiscal e desigualdades da Oxfam, na França, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).


 


Segundo a ONG, “desde o início do século XXI que a metade mais pobre da humanidade beneficia de menos de 1% do aumento total da riqueza mundial, enquanto os 1% mais ricos partilharam metade desse mesmo aumento”. Para combater o crescimento destas desigualdades, a Oxfam apela ao fim da “era dos paraísos fiscais”, ressaltando que nove em dez empresas que figuram entre “os sócios estratégicos” do Fórum de Davos “estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal”.


 


“Devemos abordar os Governos, as empresas e as elites econômicas presentes em Davos a empenharem-se para acabar com esta era de paraísos fiscais, que alimenta as desigualdades globais, e impedir que centenas de milhões de pessoas permaneçam na pobreza”, diz Winnie Byanyima, diretor-geral da Oxfam International.


 


No ano passado, vários economistas contestaram a metodologia utilizada pela Oxfam, com a ONG a defender o método utilizado no estudo de forma simples: o cálculo do patrimônio líquido, ou seja, os ativos detidos menos a dívida.


 


Fonte: Fetamce

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