II Jornada Estadual do Trabalho Decente discute práticas de combate ao assédio moral


Os servidores municipais formam um grupo de trabalhadores com alta vulnerabilidade ao assédio moral, em vista das indicações políticas para os cargos de chefias. Com isso, aumenta a precariedade das atividades laborais, causando a fragilização da saúde.


A análise é feita pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal no Ceará (Fetamce), que discute o assunto e busca soluções para o problema com a realização da II Jornada Estadual do Trabalho Decente, a partir de hoje e estendendo até a próxima sexta-feira. Nesta edição, será debatido o tema “Saúde no trabalho e qualidade de vida”, com as implicações psicológicas e a busca de políticas públicas para o enfrentamento para as questões.


A presidente da Fetamce, Enedina Soares, disse que neste ano os esforços vão se concentrar do debate do assédio moral, uma vez que se trata de uma das violências no ambiente do trabalho que mais motivam doenças e, ao mesmo tempo, não há mecanismos de defesa para o servidor municipal. “Nosso propósito é dizer não ao assédio, promovendo com os sindicatos maior conscientização dos protagonistas e humanização nas relações entre os gestores e os servidores públicos”, afirmou.


Essa preocupação, como salientou a presidente, se baseia na pesquisa da professora do curso de Psicologia da Unifor, Rosimeire Cavalcante, que constatou em pesquisa que 25% dos trabalhadores cearenses são vítimas do assédio moral. Ela constata que os servidores concursados passam a ser um alvo ainda mais perseguido, em vista de ocupantes de cargos comissionados, que na busca de mostrar uma “nova cara do gestor geram atitudes equivocadas contra aqueles com vínculos efetivos”, observou Enedina.

Precarização


Para a presidente da Fetamce, a indicação para cargos de chefia nas administrações municipais tem como motivação a indicação política e não os aspectos técnicos. Essa situação, conforme ressaltou, concorre juntamente com os contratos temporários e os empregados terceirizados para a precarização do serviço público.


O assédio moral é entendido pela Federação como e toda e qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento e atitude) que atente, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou a integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho.


“Dentre os mais perseguidos estão as mulheres e jovens. Daí nossa atenção para que haja mais concursos públicos e para que as escolhas de cargos comissionados sejam por critérios técnicos. Para o evento, estão confirmadas as presenças de 150 participantes, representando 146 municípios cearenses.


O Encontro, que acontece no Praiano Hotel, também será oportunidade para o lançamento da Campanha estadual de enfrentamento do assédio moral no serviço público.


A ideia central da campanha é fazer com que as pessoas comecem a pensar coletivamente e participem da mobilização, através da prevenção e da denúncia. A Fetamce foi criada pela necessidade de manter um esforço permanente de mobilização e ação na busca de um serviço público de qualidade, procurando a melhoria dos serviços prestados à sociedade, com a valorização dos trabalhadores. Superação dos baixos índices de desenvolvimento humano municipal e garantia de condições de trabalho decentes são as principais bandeiras defendidas pela entidade.


Fonte: Diário do Nordeste


Assessoria de Comunicação – FETAMCE

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Fonte: Fetamce

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