Enedina Soares fala sobre direitos das mulheres na Câmara Municipal de Caucaia

A presidenta da Fetamce, Enedina Soares, fez uso da tribuna da Câmara Municipal de Caucaia ontem (13/03) proferindo discurso em defesa dos direitos das mulheres. A atividade fez alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Na oportunidade, Enedina convocou para a luta e para a resistência em defesa da democracia e dos direitos que estão sendo retirados das mulheres, em tempos considerados de “retrocesso e ataques”.

A servidora municipal falou das desigualdes impostas ao gênero feminino. como o trabalho doméstico. 82% desse trabalho é exercido majoritariamente por mulheres. “40 milhões de mulheres no Brasil hoje exercem exclusivamente o trabalho não remunerado, o trabalho na esfera doméstica, sem receber absolutamente nenhum recurso financeiro por isso”, destacou.

Enedina defendeu mais presença das mulheres nos espaços de Poder e falou dos retrocessos do governo Temer, como a reforma trabalhista fez, que permite a troca do trabalho com carteira assinada por um emprego com vínculo precário. “Destaco o fim dos direitos trabalhistas e a terceirização. Mas temos outro que é congelamento e corte dos investimentos pelo prazo de 20 anos em todas as áreas, que afeta diretamente todas as políticas públicas do Brasil”, disse.

A sindicalista lembrou o ainda sobre o que classificou como um “ato desumano” permitir que a grávida e a lactante trabalhem em locais insalubres. E disse ser inadmissível a PEC, a tramitar na Câmara, que permite o desmonte da Previdência Pública, com consequências severas para a vida dos trabalhadores, mas que recairão mais fortemente sobre as mulheres. Elas se aposentarão mais tarde, e professores, que em sua maioria são mulheres, também perderão o regime especial de aposentadoria, afirmou.

E a dirigente máxima da Fetamce mandou um recado para todas as mulheres: “Nós precisamos acreditar mais na força e no poder que há em cada mulher. Nós não somos propriedade e nem coisas, somos detentoras de direitos, de saberes e sentimentos. Nós precisamos assumir a nossa condição com altivez em relação às mazelas que a vida coloca a partir de uma cultura patriarcal e machista que tem machucado as mulheres. É só olhar o índice de violência em nosso País e a nossa participação em todas as esferas de Poder. As mulheres precisam de coragem e se olhar com amor e com força. Por isso, repito e digo com determinação, coragem e força: todo poder às mulheres”, finalizou.

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