Cesta básica tem comportamento diferenciado nas capitais


Metade das 18 capitais onde o DIEESE  realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica apresentou alta no preço do conjunto de gêneros essenciais em janeiro, enquanto outras nove cidades registraram queda. As maiores elevações foram apuradas em Brasília (5,49%), Manaus (5,04%) e Recife (2,21%). As retrações mais expressivas ocorreram em Campo Grande (-4,19%), Porto Alegre (-2,47%) e Curitiba (-2,41%).


Em doze meses – entre fevereiro de 2013 e janeiro último – houve aumento acumulado do preço da cesta em 14 capitais, com destaque para Recife (9,06%), Manaus (7,12%) e Fortaleza (6,30%). Os recuos aconteceram em Aracaju (-7,60%), Goiânia (-4,90%), Salvador (-0,67%) e Brasília (-0,49%). 


O maior custo da cesta, em janeiro, foi apurado em Vitória (R$ 327,13), seguido de São Paulo (R$ 323,47), Manaus (R$ 323,22) e Florianópolis (R$ 322,12). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 214,19), João Pessoa (R$ 264,17) e Salvador (R$ 265,86).


Com base no valor apurado para a cesta de Vitória, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro de 2014, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 2.748,22, 3,80 vezes maior do que o mínimo de R$ 724,00, que entrou em vigor em 1º de janeiro, conforme definição do Governo Federal. Em dezembro de 2013, o mínimo necessário era maior, equivalendo a R$ 2.765,44, ou 4,08 vezes o piso então vigente, de R$ 678,00. Em janeiro de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.674,88, ou seja, 3,95 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 678,00).


Acesse aqui o conjunto de tabelas divulgadas


Fonte: Fetamce

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