13º salário injetará cerca de R$ 158 bilhões no país


Quase 85 milhões de trabalhadores receberão valor que cresceu 10% em relação ao ano passado


O pagamento do 13º salário deverá proporcionar a entrada de R$ 157,7 bilhões na economia brasileira neste final de ano, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor é 10,1% maior em relação a 2013. O cálculo foi feito pelo Dieese, que considera indicadores do emprego formal e da Previdência. O universo de 84,7 milhões de brasileiros – 2,9% a mais do que no ano passado – inclui 51,9 milhões do mercado formal (assalariados dos setores públicos e privados mais trabalhadores domésticos com carteira assinada) e 32,7 milhões de aposentados e pensionistas, com rendimento médio estimado em R$ 1.774


De acordo com a pesquisa, os trabalhadores formais correspondem a 61,4% do total e são responsáveis por 70,7% do valor (R$ 11,4 bilhões), com valor médio R$ 2.144. Os rendimentos somados equivalem a 2,1% do PIB.


Já aposentados e pensionistas, 38,6% do total, respondem por R$ 46,3 bilhões, ou aproximadamente 0,9% do PIB. Dos 32,7 milhões de inativos, 31,7 milhões são beneficiários do INSS e quase 1 milhão, da União.


Pouco mais da metade do pagamento (51%) se concentra na região Sudeste. Em seguida, vêm Nordeste (16%), Sul (15,8%), Centro-Oeste (8,7%) e Norte (4,8%). O maior valor médio é do Distrito Federal (R$ 3.327), e o menor, do Maranhão e do Piauí (ambos em torno de R$ 1.200). “Essas médias, porém, não incluem o pessoal aposentado pelo regime próprio dos estados e dos municípios, cujo total não foi possível obter”, informa o Dieese. Apenas no estado de São Paulo, o 13º, pago a 22 milhões de pessoas, representa em torno de R$ 46 bilhões, 2,7% do PIB.


Entre os setores do mercado formal, os serviços concentram 26,7 milhões de trabalhadores (53,5%) e R$ 66,7 bilhões (60,9%). O comércio tem 9,5 milhões (19,2%) e R$ 14,1 bilhões (12,9%). A indústria tem, respectivamente 9,06 milhões (18,2%) e responde por R$ 21 bilhões (19,2%). Com 2,9 milhões de trabalhadores (6%), a construção civil tem R$ 5,5 bilhões (5,1%). Por fim, a agropecuária reúne 1,6 milhão (3,2%) e soma R$ 2,1 bilhões (2%). A maior média é dos serviços (R$ 2.500), seguido da indústria (R$ 2.321), da construção (R$ 1.870), do comércio (R$ 1.479) e da agropecuária (R$ 1.348).


Fonte: Fetamce

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