Governo Federal anuncia reajuste de 5,4% no piso nacional do magistério

Nesta quarta-feira (21), o Governo Federal anunciou o reajuste do piso nacional do magistério. O novo percentual foi oficializado por meio de Medida Provisória (MP), assinada e encaminhada ao Congresso Nacional. O índice definido foi de 5,4%.

Com o reajuste, o salário base dos professores da educação básica, com jornada de 40 horas semanais, passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.

A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) orienta que os gestores municipais façam a aplicação imediata do novo percentual para os professores de todos os níveis e que o efeito seja na carreira. A entidade alerta que o reajuste precisa ser respeitado em todos os municípios, garantindo a valorização real das professoras e dos professores.

Para a presidenta da Fetamce, Enedina Soares, embora o reajuste represente uma reposição, o percentual ainda está aquém das necessidades da categoria. “É um índice que avaliamos como baixo, mas que, diante do cenário colocado, aponta para a necessidade de seguirmos na luta por mais recursos para a educação. Esse debate precisa ser aprofundado com os professores e com todos que defendem a educação pública, especialmente sobre o financiamento, que é central para garantir qualidade e valorização”, afirmou.

Segundo Enedina, a luta da Fetamce não se limita ao piso do magistério e envolve a valorização de todos os trabalhadores da educação. “Nossa grande pauta é o financiamento da educação. Precisamos de mais recursos para assegurar reajustes mais justos para os professores e, ao mesmo tempo, enfrentar a realidade dos trabalhadores não docentes, que em sua maioria não têm plano de cargos e carreira nem piso salarial. É fundamental construir uma política ampla de revalorização”, destacou.

A presidenta também ressaltou que a valorização profissional vai além do reajuste anual e precisa considerar carreira e condições de trabalho. “A reposição da inflação e o ganho real são importantes, mas não suficientes. A valorização passa por planos de carreira estruturados, pela garantia de uma diferença de 30% entre professores de nível médio e graduados, por incentivos para especialistas, mestres e doutores e por melhores condições de trabalho. Não podemos ignorar o adoecimento causado por jornadas intensas, salas superlotadas e pela falta de condições adequadas nas escolas”, completou.

A luta pela valorização do magistério continua. A Fetamce reforça a importância do acompanhamento da tramitação da MP e da mobilização permanente dos sindicatos e da categoria em defesa de um piso salarial digno, carreira valorizada e educação pública de qualidade.

 


Warning: A non-numeric value encountered in /home/storage/b/b6/b5/fetamce/public_html/wp-content/themes/Newspaper/includes/wp_booster/td_block.php on line 353

DEIXE UM COMENTÁRIO