Fetamce repudia exigência a professores vacinados no Ceará de documento que obriga o retorno às aulas presenciais

A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) classifica como abusiva a exigência de uma declaração assinada pelos professores e demais profissionais da educação vacinados contra a COVID-19 no Ceará afirmando que retornarão às aulas presenciais após a vacinação.

A medida configura um verdadeiro golpe do Governo do Estado e das demais autoridades públicas que compactuam com esta ação, que pretendem impor o retorno às atividades nas sedes dos estabelecimentos de ensino no segundo semestre deste ano.

A curva de contágio pela COVID-19 ainda não apresenta estabilidade ou mesmo declínio, o que torna a retomada das aulas nesse contexto um verdadeiro atentado à vida. Ao mesmo tempo, as escolas públicas seguem sem a adaptação necessária para este “novo normal”, que exige infraestrututra de segurança e saúde, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e treinamento.

Compreendemos as limitações do ensino remoto – que não substitui o ensino presencial – e as desigualdades que o mesmo evidencia, mas não vai ser através da chantagem, da coação dos educadores do Ceará, que os gestores públicos e empresários da educação retomarão as aulas presenciais.

Neste momento, o mais seguro para estudantes e suas famílias, equipe gestora, professores e funcionários das instituições de ensino é a manutenção do isolamento social e o adiamento da retomada presencial das atividades na escola para após a vacinação de toda a população – desde que haja um cenário de segurança, o qual não temos nesse momento.

Além disso, a Fetamce e o conjunto de seus sindicatos filiados em mais de 160 municípios do Ceará, tomará medidas legais com vistas a garantir o direito à vida. A vacina é um bem público e não moeda de troca. A imunização contra a COVID-19 não pode ser objeto de assédio institucional.

Assinam:
Fetamce e Sindicatos filiados

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