Desemprego cai na Grande Fortaleza, mas não no setor público, revela PED

Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada aponta redução de desemprego em dezembro de 2011 na Região Metropolitana de Fortaleza  e aumento na massa de rendimentos reais do trabalho em 2,9%, entre novembro de 2010 e novembro de 2011.


As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMF) demonstram que a taxa de desemprego total apresentou redução no último mês do ano, passando de 8,2%, em novembro, para 7,7% da População Economicamente Ativa – PEA, em dezembro de 2011, a menor taxa de desemprego do ano passado.


Já o aumento na massa de rendimentos é provocada principalmente pelo aumento da remuneração do trabalho e, em menor proporção, pelo aumento do nível ocupacional. A ampliação do emprego assalariado determinou o discreto crescimento da massa salarial real de 0,7% no mesmo período, na medida em que o salário médio real registrou queda


Na comparação anual, a taxa de desemprego total caiu de 8,3% (dezembro de 2010) para 7,7% (dezembro de 2011). Nessa base de comparação, 6 mil trabalhadores saíram do mercado de trabalho e 5 mil foram incorporados ao

contingente de ocupados, resultando na redução de 11 mil pessoas no contingente de desempregados (7,4%).


A relativa estabilidade do nível ocupacional na RMF foi conseqüência da ampliação do contingente de ocupados na Construção Civil (15,8%), na Indústria de Transformação (2,0%) e, em menor escala, no setor de Serviços (0,4%), o que compensou as reduções ocorridas no Comércio (3,7%) e no agregado Outros Setores (6,2%). Foram 12 mil ocupações a menos no Comércio e 10 mil no agregado Outros Setores, nos dozes meses de 2011.


Contratações no setor privado e demissões no público

Segundo posição de ocupação, o contingente de assalariados aumentou em 16 mil pessoas (1,6%). No setor privado foram 27 mil empregos gerados (3,2%) enquanto o setor público eliminou 11 mil (7,4%).


Rendimentos crescem no setor privado e caem no setor público

Nos últimos 12 meses, o rendimento médio real dos ocupados cresceu 2,0%, passando de R$ 915 (novembro de 2010) para R$ 933 (novembro de 2011) e o dos assalariados diminuiu 1,7%, ao passar de R$ 1.004 para R$ 987. O comportamento deste último segmento foi devido à redução do salário médio do setor público (8,9%), uma vez que o salário médio real do setor privado cresceu (3,5%), passando a ser estimados em R$ 1.916 e R$ 844, respectivamente, em novembro de 2011. No setor privado, houve ampliação no rendimento médio real tanto dos empregados com carteira assinada (3,4%) quanto dos sem carteira (1,1%). Os autônomos obtiveram aumento real de 11,3%, o maior ganho relativo, e o seu rendimento médio evoluiu de R$ 630 para R$ 701, no período analisado.


Panorama Nacional

Em 2011, Taxa de desemprego no Sistema

PED cai para 10,5%, já que o contingente de desempregados no conjunto das sete regiões onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.318 mil pessoas, 302 mil a menos do que em 2010. A taxa de desemprego total diminuiu, ao passar de 11,9%, em 2010, para 10,5%, no ano em análise, resultado da redução das taxas de desemprego aberto (de 8,5% para 7,9%) e oculto (de 3,4% para 2,6%). A taxa de participação reduziu-se de 60,6% para 59,8%, no período analisado.


A taxa de desemprego total retraiu-se em todas as regiões pesquisadas, em especial em Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. Entre 2010 e 2011, o nível de ocupação no conjunto das regiões cresceu 2,1%, reflexo do desempenho positivo de quase todas as regiões pesquisadas: Recife (6,0%), Porto Alegre (3,0%), Fortaleza (2,4%), São Paulo (1,9%), Distrito Federal (1,7%) e Salvador (0,9%). A exceção foi a região de Belo Horizonte, onde o nível ocupacional permaneceu relativamente estável (0,3%).

Fonte: PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA DEZEMBRO DE 20111
Outras informações: www.dieese.org.br

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Fonte: Fetamce

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