Vitória da categoria: aulas presenciais em Maracanaú só em 2021

O Sindicato Unificado dos Profissionais em Educação de Maracanaú (Suprema) informa que foi procurado pelo prefeito Firmo Camurça hoje (22 de setembro) para anunciar, em primeira mão, que não irá seguir o decreto do Governador Camilo Santana (PT) autorizando o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas a partir de 1º de outubro de 2020.

O novo decreto liberou municípios da macrorregião de Fortaleza, onde Maracanaú se inclui, a avançarem mais uma etapa na retomada das aulas presencias, com 35% dos estudantes, da Educação de Jovens e Adultos (EJA); do 9º ano do Ensino Fundamental; a 3ª série do Ensino Médio, inclusive profissionalizante; e o 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. A educação infantil passa a poder receber até 50% de sua capacidade.

O Suprema repudia a medida do governador tendo em vista que o ano está praticamente no fim e também porque ainda não foi desenvolvida vacina – fato que expõe a risco desnecessário toda a comunidade escolar, sem mencionar que os professores terão que se desdobrar ainda mais com aulas híbridas – presenciais e on line.

Camilo deixou claro que a reabertura ficaria a cargo das prefeituras e escolas particulares, mas que as escolas terão que cumprir um protocolo aprovado pelo Comitê Cientifico que acompanha a pandemia da Covid-19 no Estado para que o retorno seja permitido, como a realização de testes em profissionais da Educação.

Em Maracanaú, segundo as fiscalizações in loco do sindicato, nenhuma reforma nas creches e nas escolas da educação infantil, para evitar a disseminação do contágio, foram feitas. A maioria desses equipamentos funciona em “anexos” – casas alugadas, um improviso da prefeitura –, com salas apertadas, sem ventilação natural em locais sem a mínima estrutura, como saneamento básico, o que facilita a proliferação de doenças contagiosas. Ou seja, não obedecem minimamente as normas exigidas pelo Ministério da Educação, portanto precisam de adequações para poder atender o público escolar com segurança enquanto o vírus estiver circulando sem vacina.

Joana Ferreira, presidenta do Suprema, avalia que a pressão da categoria juntamente com as ações de esclarecimento à sociedade tocadas pelo sindicato, como lives, carro de som nas ruas e faixas em pontos estratégicos, surtiram efeito e devem continuar para conseguir direitos retirados. “Agora vamos focar na devolução do auxílio-alimentação e das progressões”.

A sindicalista agradece o empenho da categoria nesta vitória. “Venceu mais uma vez a unidade da categoria e sindicato. Só tenho a agradecer todo o empenho desta categoria que luta ao lado do seu sindicato. Não é momento para o retorno! O ano está a três meses do fim. Proteger as vidas ainda é mais importante para nós. Ainda estamos vivendo uma pandemia, mas vamos sair dessa com força, determinação e fé”, finaliza.

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