Vereadores de Caucaia aprovam lei que facilita perseguição a servidores

12 vereadores de Caucaia traíram os servidores públicos municipais, nesta terça-feira, 16 de abril, ao votarem a favor de mensagem do prefeito Naumi Amorim que torna lei a transferência da Comissão de Sindicância da Corregedoria Geral para a Procuradoria Geral do Município.

Tal Comissão é responsável por avaliar os processos administrativos impetrados contra os servidores públicos. A avaliação do sindicato é de que a medida seria uma “facilitação” para eventuais perseguições de ordem pessoal e/ou política contra os trabalhadores e se colocou ao longo de todo o processo contra a proposta. A proposição vinha sendo chamada de Projeto de Lei da Ditadura em Caucaia.

Apesar do apelo dos funcionários municipais, que há duas semanas vão à Câmara conversar com os vereadores, o prefeito fez valer o seu comando sobre a chamada base aliada, seduzida com cargos e outras garantias na administração municipal. O velho toma lá, dá cá.

Para piorar, uma dose de autoritarismo foi incorporada, já que, desta vez, guardas municipais impediam que os trabalhadores ocupassem livremente a tribuna do legislativo. Inclusive, os oficiais se colocaram na frente dos servidores, quando estes tentavam acompanhar a votação.

Somente sete parlamentares ficaram votaram contra o Projeto de Lei n° 20. Outros três membros do legislativo faltaram à sessão.

A seguir, veja como votou cada vereador e vereadora e saiba quem são os ausentes.

Votaram a favor:

– Enéas Goes
– Weibe Tapeba
– Germana Sales
– Fábio Herlândio
– Mersinho
– Fernando do Picuí
– Priscila Menezes
– Ratinho Cabral
– Irenilde Fortunato
– Pastor João Andrade
– Lauro Arruda
– Dimas

Votaram contra:
– Helber
– Mickauê
– Emília Pessoa
– Neto do Planalto
– Dona Célia
– Pastor Dalmácio
– Jorge Luís

Faltaram:
– Léo do Zé Almir
– Kiko do Cazuza
– Ricardo Cordeiro

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