Trabalhadores ocupam Centro de Fortaleza por mais direitos, justiça e democracia


O Centro de Fortaleza ficou pequeno com a movimentação desta quinta-feira (20). Milhares de trabalhadores concentraram-se na Praça Clóvis Beviláqua (Praça da Bandeira) e saíram em caminhada, agregando comerciários e demais cidadãos em uma passeata que tomou as ruas do Centro para reforçar em uma só voz: a classe trabalhadora não vai aceitar golpe contra a democracia nem retrocessos nos direitos. Organizado por centrais sindicais e movimentos sociais, o ato contou com a participação da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal no Estado do Ceará (Fetamce). A entidade, que representa 146 sindicatos, mobilizou servidores de todas as regiões para fortalecer a marcha em defesa da democracia.


“Nós escolhemos um projeto, votamos e ele foi eleito. Não vamos aceitar agora um golpe da elite que quer voltar ao poder a todo custo”, disse Enedina Soares, presidenta da Fetamce, ao criticar a onda de ódio contra a presidenta Dilma Rousseff. “Ela foi democraticamente eleita. Agora é nosso papel reforçar aqui que queremos nossos direitos preservados e, se é preciso ajuste fiscal, que os ricos paguem a conta. Já está na hora de uma reforma tributária e política que ajude a reduzir as desigualdades. O que não vamos aceitar é que os trabalhadores sejam prejudicados. Não vamos dar nenhum passo para trás”, afirmou.


A presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – CUT (Confetam/CUT), ressaltou a importância da atividade para os trabalhadores. “Ocupar as ruas é um ato que mostra a nossa organização, mostra que não estamos calados diante da agenda conservadora que o Congresso quer empurrar para nós. Muito pelo contrário, estamos unidos e vamos mostrar a força da nossa voz contra qualquer tentativa de ataque à democracia e aos nossos direitos”, salientou.


Mais amor

Seguindo o percurso, os participantes do ato levantaram bandeiras e gritaram palavras de ordem que incluíam “não vai ter golpe”, “não à terceirização” e “ninguém mexe nos meus direitos”. A energia contagiou muitas da pessoas que paravam para observar a movimentação e até seguiam com o grupo. Entretanto, durante o cruzamento com a Av. Duque de Caxias, houve alguns motoristas defensonres da agenda conservadora que buzinaram contra a atividade e chegaram a desrespeitar os manifestantes. A resposta foi automática: “mais amor”, gritaram algumas trabalhadoras sinalizando corações com as mãos ao condutor impaciente.


O clima enérgico e pacífico seguiu durante toda a caminhada rumo à Praça do Ferreira, local de encerramento do ato. Segundo a secretária de Relações do Trabalho da CUT Nacional, Graça Costa, “é a CUT que está saindo às ruas, junto com a classe trabalhadora, defendendo os nossos direitos”.


A crítica às pautas conservadoras e à política econômica neoliberal também foi endossada em discurso por Gardênia Baima, diretora do Sindiute; Joana Almeida, da CUT Ceará; Maria de Jesus, coordenadora do Movimento Sem Terra no Ceará; Miguel Braz, do Levante Popular da Juventude; e os deputados federal José Guimarães (PT) e estadual Deodato Ramalho (PT).


Fonte: Fetamce

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