Servidores da saúde de Jaguaribara estão em greve há 15 dias


Os servidores da saúde de Jaguaribara estão em greve desde o dia sete de maio. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de acordo com o Plano de Cargos e Carreira do grupo; aprovação do projeto de lei que regulamentaria o PMAQ (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) na cidade, que é uma política de incentivos financeiros financiada pelo Governo Federal; pagamento de diárias atrasadas; reajuste do valor dos plantões dos médicos efetivos; e melhores condições de trabalho.


A assembleia que deliberou pela realização do movimento paredista, realizada no dia quatro de maio, aprovou a medida por unanimidade. A motivação final para a greve foi o fato de o município não atender nenhuma das demandas dos servidores, descumprindo acordo firmado em audiência com a Promotoria da cidade, realizada no dia 22 de abril.


Participam das paralisações enfermeiros, dentistas, farmacêuticos, técnicos em enfermagem, técnicos de saúde bucal, auxiliares administrativos e auxiliares de serviços. Para não prejudicar a população, os trabalhadores estão mantendo o atendimento de urgência e emergência no hospital, com um percentual de 30% em atividades. Já na atenção básica, estão atendendo 30% durante a semana.


Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaguaribara, João Paulo Fernandes, a prefeitura está tentando enfraquecer o movimento, ameaçando descontar os dias parados, mesmo a greve estando na legalidade. A Secretária de Saúde atacou também a iniciativa, quando organizou uma escala de substituições para enfraquecer a luta, “mas nós já notificamos, pois é ilegal”, explicou.


Reunião


Após horas de vigília dos grevistas em frente à casa do prefeito da cidade, Francini Guedes (PSDB), na última sexta-feira (15/05), os trabalhadores conseguiram se reunir com o gestor, que justificou que a folha de pagamento está comprometida em 63% de gasto com pessoal. Alegando que a cidade havia alcançado o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o executivo chegou a ameaçar reduzir o salário de todos os servidores.


Mobilização


Os grevistas já realizaram diversas atividades, tais como atendimento de saúde na rua, feito em uma tenda, debate no programa de rádio, carreata pela cidade, e, no dia 21 de maio, voltaram a procurar a Promotoria. Após ouvir as demandas, o promotor notificou o prefeito e mediará uma negociação na próxima quarta-feira, dia 27 de maio.


Os trabalhadores prometem continuar em greve até conquistarem algum benefício. Eles contam com o apoio da população, dos vereadores e do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB).


Fonte: Fetamce

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