Parada LGBT do Ceará levou para as ruas o combate à homofobia e pediu Fora, Temer



 


A luta por cidadania para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBTT) e contra a onda conservadora que cresce no País marcou a 17ª Parada Pela Diversidade Sexual do Ceará, realizada na tarde e noite do domingo, dia 13 de novembro.


 


Mais de 500 mil pessoas, segundo a organização, participaram do tradicional evento. Travestido nas cores do arco-íris, o tema teve sabor de militância, mas sem deixar de lado a alegria: “Basta de close errado, por cidadania plena LGBT! Nenhum Passo Atrás”. O público contra a homo e transfobia invadiu a avenida Beira Mar, com direito a muita música.


 


O grande objetivo do tema escolhido foi denunciar os ataques, nos diversos níveis sociais, que as pessoas LGBTs vêm sofrendo. A cada 28 horas um homossexual é assassinado no país. Em 2015, 318 homossexuais foram mortos no Brasil. Para a população total, o índice de assassinatos de LGBT é de 1,57 para cada milhão de habitantes. A verdade é que a comunidade LGBT brasileira amarga o preço da intolerância e a nação lidera ranking de violência contra homossexuais no mundo.


 


“Esse tema tem o objetivo de fazer a denúncia dos closes errados, que são a tentativa de diminuição dos direitos sociais, incluindo o direito à homossexualidade plena, e o combate às vulnerabilidades e às violências estruturais. A parada celebra a diversidade, os direitos das comunidades LGBTs e denuncia esse cenário, que torna cada vez mais importante que haja políticas efetivas e concretas de combate a essas vulnerabilidades”, explica o presidente do Grab, Francisco Pedrosa, que organiza a atividade.


 


A Parada também teve tom político contrário ao governo Michel Temer e à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 ou 55, que congela por 20 anos o investimento público nas políticas sociais. Cartazes levados ao evento pela Fetamce a Confetam pautaram a reivindicação contra o governo golpista e suas medidas.


 



 


“Precisamos denunciar para toda a sociedade que não aceitaremos o processo discriminatório contra a comunidade LGBT, sobretudo em tempos de retrocessos nos direitos sociais e trabalhistas. A palavra de ordem agora é resistência e luta”, frisou a presidente da Fetamce, Enedina Soares.


 


Já no trio da Federação, teve espaço para palavras de ordem que pautaram a livre orientação sexual e a liberdade de amar.


 


Crítica à segurança


 


Apesar do clima positivo, houveram diversos assaltos acompanhados pelo público dos trios. Em diversas oportunidades, os locutores do trio da Fetamce pararam a festa para denunciar agressões e furtos que aconteciam no evento. O policiamente estava afastado de boa parte do caminhada, o que permitiu o avanço dos criminosos. A documentação encontrada nas ruas, fruto de prováveis assaltos, não foi recebida por oficiais do município – Guarda e AMC – e do estado – PMs.


Fonte: Fetamce

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