Movimentos populares do Ceará solidaram-se com vítimas do crime de Brumadinho

Na noite do último dia 30 de janeiro, movimentos populares, organizações, partidos e pessoas interessadas em se solidarizar com as vítimas do crime da Vale, em Brumadinho (MG), se reuniram em plenária convocada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Fortaleza.

Uma das propostas do encontro, que aconteceu no Centro de Formação Frei Humberto, do MST, foi realizar uma análise de conjuntura a partir do que aconteceu Brumadinho, além de construir junto com as organizações um amplo processo de luta, mobilização e organização em defesa dos direitos da população atingida, contra as privatizações e contra a política de flexibilização das leis ambientais do governo Bolsonaro.

O encontro integrou agenda nacional coordenada pelo MAB, que está realizando atos e mobilizações nas capitais para denunciar o crime e cobrar do atual governo e responsáveis seriedade nas investigações e punição dos culpados, assim como justiça para as famílias atingidas.

A entidade tenta também alertar as autoridades e a população sobre a possível contaminação do Rio São Francisco, pela lama de rejeitos tóxicos, que percorrem o rio Paraopebas.

Efeitos da privatização

A privatização da Vale pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1997, foi lembrada no evento por outros movimentos sociais como uma das possíveis causas do desastre da Mina do Feijão, na sexta-feira (25).

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