Governo deixa de arrecadar R$ 7,035 bilhões em agosto com desonerações

No acumulado de janeiro a agosto, o governo abriu mão de R$ 56,282 bilhões em função das desonerações tributárias. Imagem: Reprodução da Internet.

As desonerações tributárias tiraram R$ 7,035 bilhões da arrecadação de tributos federais em agosto, de acordo com a Receita Federal. O montante é R$ 569 milhões menor do que aquele apurado em agosto de 2016, a preços correntes. Naquele mês, deixaram de entrar R$ 7,604 bilhões nos cofres públicos por conta de desonerações.

Somente a desoneração da folha salarial respondeu por R$ 1,207 bilhão a menos na arrecadação de tributos em agosto. Um ano antes, essa política levou ao não recolhimento de R$ 1,211 bilhões.

No acumulado de janeiro a agosto, o governo abriu mão de R$ 56,282 bilhões em função das desonerações tributárias. No mesmo período de 2016, o benefício fiscal custou R$ 60,706 bilhões. A desoneração da folha salarial respondeu por R$ 9,656 bilhões a menos na arrecadação até agosto, ante R$ 9,687 bilhões em mesmo intervalo do calendário anterior.

Fetamce critica

Enquanto corta na carne dos trabalhadores, com aprovação de reformas que reduzem direitos, congelamento do gasto público por 20 anos e ainda cortes em todos os programas federais de saúde, educação, moradia e outros, o Governo continua sendo uma mãe para os empresários. É o que a avalia a presidenta da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares.

“Empresas de 56 setores da Economia mamam nas tetas do povo, enquanto vendem a mentira que a CLT, antes da reforma, e a Previdência Social comporta privilégios. Grandes mentiras. A verdade é que, desde o período que a nossa economia respirava, transferem-se recursos da seguridade, por exemplo, para beneficiar amigos do rei sem qualquer exigência de contrapartida em benefício da sociedade. Agora, querem que o trabalhador pague a conta sob a forma de ‘ou se faz reforma ou não teremos amanhã’. Não engoliremos e continuaremos denunciando”, avisa a dirigente máxima da Federação

Com informações do Jornal Valor Econômico

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