Ceará abre discussão sobre PNE em audiência na Assembleia Legislativa

O Ceará parte na frente e é o primeiro Estado a sediar uma audiência pública para debater o Plano Nacional de Educação (PNE), que definirá os rumos da educação brasileira nos próximos dez anos. O encontro ocorreu ontem, dia 16/5, no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa. A FETÄMCE esteve presente a audiência e convoca os servidores municipais a participarem dos próximos Seminários que serão realizados em todas as macro regiões do Estado. Dia 30, será em Sobral.


A audiência pública realizada na Assembléia Legislativa contou com a presença do relator do PNE, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), e do coordenador do Fórum de Discussão do PNE no Ceará, Idevaldo Bodião.


Além do debate de ontem, mais seis seminários serão realizados em todas as macro regiões do Estado: Sobral, Crateús, Juazeiro, Maracanaú, Limoeiro do Norte e Quixadá. O próximo está previsto para o dia 30 de maio, em Sobral. O PNE é composto por 20 metas, que conforme explica o relator, podem ser agrupados em dois eixos: universalização e expansão.


Metas


Estender a educação infantil e pré-escola próximos dez anos é a primeira grande meta. No nível médio, a intenção é garantir que 60% dos jovens possam participar, na próxima década, de cursos profissionalizantes.


No ensino superior, o relator apresenta um triste dado: apenas 12% dos jovens nessa faixa de idade estão em matriculados em algum curso superior. Para os próximos dez anos, a meta é atingir de 30% a 35% de alunos no curso superior. “Há um convencimento hoje, de que não há como o Brasil se desenvolver se não democratizarmos o acesso e a permanência à educação e, fundamentalmente, não garantirmos uma educação de qualidade”, diz .


Um fator, no entanto, é considerado primordial: o financiamento da educação. “O governo enviou proposta de 7% do PIB a serem gastos nos próximos dez anos com a educação, não sei se é suficiente. A sociedade reivindica que sejam 10%”.


Quem também aproveitou a oportunidade para expressar seu descontentamento com a educação foram os surdos. Eles chegaram em passeata, com faixas reivindicando “Escolas bilíngues para os surdos já”.


Fonte: Fetamce

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