30 mil pessoas foram às ruas contra a Reforma da Previdência em Fortaleza


A cidade de Fortaleza parou neste 15 de março, Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência. 30 mil pessoas ocuparam as ruas do Centro da cidade para repudiar a proposta que tramita no Congresso e que vai restringir o direito à aposentadoria de todos os trabalhadores do país.


Organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além de centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais, a mobilização da Capital teve início na Praça da Bandeira, de onde os manifestantes saíram em caminhada pela área comercial, que teve lojas fechadas.


Várias categorias profissionais cruzaram os braços, com destaque para rodoviários, que interromperam o transporte público, operários da construção civil, e professores da rede municipal de Fortaleza. No caso dos educadores da Capital, a data marcou o início de greve geral do grupo, que além de repudiar as mudanças na Previdência, pressionam a Prefeitura a conceder o reajuste salarial do magistério, que deveria ter ocorrido em janeiro.


Nos discursos, os militantes reforçaram a crueldade da reforma, sobretudo contra os mais pobres, e também repudiaram o discurso de que a previdência pública esteja quebrada.


Na avaliação dos movimentos, é inadmissível uma idade mínima de 65 para homens e mulheres e tempo de contribuição de 25 anos. Pelas regras atuais são 15 anos de contribuição mínima. Além disso, para se aposentar com o valor integral o trabalhador teria que ter 65 anos de idade e 49 anos de contribuição.


A reforma levaria ainda ao fim da aposentadoria especial dos professores. Hoje uma professora pode se aposentar com qualquer idade depois de ter contribuído por 25 anos. Ou ainda, se aposentar com 55 anos e 15 anos de contribuição.


Sobre o déficit ou superávit, a Seguridade Social, sistema do qual a Previdência faz parte, tem sido altamente superavitária nos últimos anos, em dezenas de bilhões de reais, conforme dados oficiais segregados pela ANFIP . A sobra de recursos foi de R$ 76,4 bilhões em 2013; R$ 55,7 bilhões em 2014, e R$11,7 bilhões em 2015.


Veja tudo o que aconteceu na reportagem da TV Democracia:


Source: Fetamce

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