No dia mundial de luta contra a AIDS, um alerta para o crescimento da doença


Hoje, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, uma doença que infelizmente ainda precisa ser lembrada, pois voltou a assustar e preocupar: houve um grande aumento no número de casos de Aids entre os jovens brasileiros nos últimos anos, sendo de mais de 50% em seis anos. No resto do mundo, o número de novos casos de HIV entre os jovens caiu 32% em uma década. 


Conforme especialistas, o principal motivo para mais infecções pelo vírus acontecerem nesta faixa de idade é o comportamento sexual dos jovens. Chama a atenção o fato de aos poucos a camisinha ser deixada de lado nas relações, mas mesmo em pessoas com diversos parceiros, o uso do preservativo vem sendo abandonado.


Entre os jovens, há quem acredite que ninguém mais morre de Aids, que se pegar o vírus é só tomar remédio e está tudo bem. Porém, a Aids é uma doença grave, que causa sofrimento, não tem cura e nem sempre os medicamentos podem ser a solução.


A doença vem crescendo principalmente entre os jovens do sexo masculino. Em uma década, avançou 68%. Na população geral, quatro em cada mil pessoas são portadoras do HIV. Mas entre os jovens gays, esse número é 20 vezes maior: 100 em cada 1.000. Hoje, 150 mil pessoas no Brasil não sabem que têm a doença.


O que é preciso mudar?


Na sociedade, nos governos e até nas escolas vem diminuindo o apelo para o uso do preservativo, advertem os médicos.


“É necessário continuar o esforço de prevenção, alertando com mais eficácia a sociedade, especialmente os públicos que se apresentaram mais vulneráveis: jovens, homens e gays”, alertou Rafael Fernandes, secretário LGBT da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), que está em campo no Ceará com a campanha “Serviço Público de Todas as Cores – Construindo a igualdade de oportunidades através do combate à homofobia, ao racismo e à violência contra a mulher”. A mobilização traz entre suas propostas a luta contra as DST/HIV/AIDS.


Fonte: Fetamce

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