Entidades e deputados representativos dos professores se unem contra a Reforma da Previdência

O deputado federal Idilvan Alencar (PDT), ex-secretário de educação do Ceará, articulou reunião com entidades sindicais do campo da educação e deputados estaduais para debater ações de enfrentamento aos impactos da reforma da previdência para os professores.

O encontro aconteceu ontem, 28 de fevereiro, na Assembleia Legislativa, e reuniu a Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) e o Sindicato dos Professores do Ceará (APEOC), além dos parlamentares estaduais Renato Roseno (PSol) e Acrísio Sena (PT).

Apontada para beneficiar bancos e empresas que lidam com a especulação financeira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Nº 06/2019 é extremamente nociva para quem não se encontra nos 1% mais rico da população. Sofrerão os impactos os trabalhadores mais pobres, a classe média, os servidores públicos, os trabalhadores informais, os trabalhadores do campo e também os professores e professoras.

Na oportunidade, os representantes classistas lembraram que quem mais perderá, proporcionalmente, serão os profissionais da Educação Infantil (EI), do Ensino Fundamental (EF) e do Ensino Médio (EM), especialmente as mulheres professoras, que terão que trabalhar agora no mínimo mais 10 anos para se aposentar, e as novas trabalhadoras da educação terão que ficar 40 anos em sala de aula para ter as aposentarias integrais.

Entre os encaminhamentos da conversa, está o reforço do combate à medida nos parlamentos municipais, estadual e nacional. Os deputados assumiram o compromisso de mobilizar os atores políticos que circulam seus mandatos e partidos a fim de barrar a “reforma”. No campo laboral, campanhas devem ser executadas com o conjunto dos movimentos social e sindical, que receberão apoio das lideranças partidárias.

Enedina Soares, presidente da Fetamce, avaliou que a conversa foi bastante produtiva e apontou caminhos para a organização da resistência dos professores e demais classes afetadas pela tentativa de destruição da Seguridade Social pelo Governo Bolsonaro. “Em vez do Brasil penalizar as professoras que formam nossas crianças e jovens nas escolas públicas, deveríamos estar cobrando as dívidas dos empresários sonegadores, que sempre são esquecidos no momento de se cobrar o que eles devem, de acordo com a lei”, lembrou a dirigente.

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