Confetam/CUT discute conjuntura econômica e movimento sindical


A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – CUT (Confetam/CUT) reuniu sua Diretoria nesta segunda-feira (1º) em uma reflexão sobre o cenário atual da economia brasileira. A atividade faz parte da reunião geral da Diretoria Ampliada – Executiva e Federações, que segue até quarta-feira (3), em Brasília (DF).


 


Convidada para conduzir a discussão, a Profa. Marilane Teixeira (CESIT/Unicamp) explicou os reflexos da crise econômica mundial no Brasil, pontuando que o Governo cometeu um equívoco ao reduzir os gastos. A professora informou que quase R$ 80 bilhões foram contigenciados. Ou seja, a quantia foi retirada do orçamento e retida como uma medida de segurança, podendo ser ou não reaplicado de acordo com arrecadação pública.


 


A política de juros também foi abordada por Marilane. “A Taxa Selic será aumentada. Essa é uma das coisas mais desastrosas, porque a taxa de juros impacta diretamente o setor produtivo. Ninguém compra com juros altos”, disse.


 


A elevação da Selic, taxa básica que define os juros no mercado, tem como objetivo controlar a inflação – a variação dos preços durante o ano. Contudo, tal medida também afeta os investimentos na poupança. Uma Selic alta causa evasão para fundos de renda fixa e reduz a poupança, cujos recursos são usados para o financiamento de imóveis. Deste modo, o acesso da população com menor renda a determinadas linhas de crédito fica mais restrito ainda.


 


Para Marilane, o correto seria aderir ao “movimento anticíclico”, ir contra a corrente da crise e investir mais. “O Estado é o único que é autônomo para gerar despesas [investimentos] em momentos de crise. Só com investimentos estatais a economia pode ser reativada”, ressaltou.


 


Movimento Sindical


Além de discutir a conjuntura, os diretores da Confetam/CUT refletiram sobre o papel do movimento sindical. Todos reforçaram a importância da mobilização para combater as medidas que prejudicam a classe trabalhadora.


 


Vlamir Lima, do Sindsep-SP, lembrou que, desde o início do ano, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) chama a categoria para lutar contra a política econômica atual. O diretor afirmou que “o superávit primário dá dinheiro para os banqueiros enquanto poderia ser aplicado em investimentos para o País”.


 


Irene Rodrigues, do Sismuc-PR, afirmou que “o projeto de sociedade que queremos exige uma militância muito maior do que a que já fizemos até agora. Seja nos nossos municípios, seja em nível nacional, temos que dar visibilidades para as nossas bandeiras”.


 


O presidente da Fetam/RN, Francisco de Assis, foi enfático ao destacar a necessidade de fortalecer o movimento. “Ou fazemos nossa mobilização ou então a direita vai tomar de conta e piorar ainda mais”, disse.


 


A fala foi ratificada pela presidenta da Confetam/CUT, Vilani Oliveira. “Precisamos estar presentes na base, explicando para os trabalhadores o momento que o Brasil vive e mobilizando todos nesta luta. Temos que mostrar que há outras maneiras de resolver a crise sem prejudicar os trabalhadores e trabalhadoras”, finalizou.


Fonte: Fetamce

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